O Castelo e a Graça

Uma breve História de Lisboa

Lisboa nasce na Colina do Castelo. Os Romanos apaixonaram-se por ela e deram-lhe uma paternidade heroica: Odisseu (o da Odisseia), o mítico Ulisses dos Romanos, ao retornar da guerra de Tróia teria chegado ao Tejo e aí fundado Olissipo (a cidade dos cavalos de Ulisses). Assim nasceu Lisboa.

Naturalmente que se imaginarmos um pouco, reparamos que na Colina do Castelo, temos um lugar com encostas ingremes e de fácil defesa, uma terra fértil, abundância de água e um rio rico em peixe e crustácios: um paraíso na terra para os Homens. Os Fenícios quando chegaram encontraram ainda um porto de abrigo para os seus navios ao qual chamaram de Alis Ubu.

Assim Lisboa nasce e cresce com Fenícios, Lusitanos, Cartagineses e Romanos. No século II, Lisboa era uma imponente cidade do Império Romano, incorporada na Província da Lusitânia, com o seu Fórum, Teatro e Hipodromo. Numa altura em que o mundo era muito pequeno, Lisboa era a última cidade do Mundo Romano e depois…..vieram os bárbaros!

No ano 410, Roma é conquistada pelos Ostrogos e em 411 os Alanos tornam-se os novos senhores de Lisboa. Depois vieram os Vândalos, os Suevos e os Visigodos. Durante um período de cerca de 300 anos Lisboa viveu das suas glórias passadas e os seus grandes edíficios públicos foram caindo em desuso.

Em 711, em Gibraltar, sobem ao palco os novos senhores da península. Chegaram os Mouros! Muito rapidamente é feita a conquista de quase toda a península, Lisboa torna-se Moura e durante mais de 400 anos foi conhecida como Al-Ushbuna.

Estamos no ano de 1147, e acaba de chegar à cidade do Porto uma armada de navios de cruzados com destino à Terra Santa. Dom Afonso Henriques, o jovem rei dos Portugueses pede ao Bispo do Porto que os convença de que na terra santa ou em Lisboa o paraíso está assegurado! E já agora podem saquear a cidade durante 1 dia!!!

Assim no dia 1 de julho Lisboa é cercada. No “bairro alto” estão os cruzados e na “Graça” estão os Portugueses: ainda hoje em dia, São Vicente de Fora marca o lugar onde os Portugueses acamparam. A 21 de Outubro Lisboa torna-se Portuguesa para nunca mais deixar de ser. A conquista de Lisboa dá a almejada independência económica aos portugueses e ainda hoje a sua conquista é lembrada num dos castelos da bandeira nacional.

Os anos passam e já no século XIV Lisboa vai mais uma vez marcar a História de Portugal. Dois irmãos: Dom Fernando e D. João vão deixar a sua marca em Lisboa. Com Dom Fernando, Lisboa vê crescer uma magnífica muralha com 46 portas e 77 torres – todos os habitantes de Lisboa e arredores trabalharam na muralha e em apenas 2 anos os trabalhos estavam prontos e muito em breve seria testada. Logo em 1384, o Rei de Castela tenta conquistar Lisboa e durante mais de 4 meses vê o seu exército a tentar derrotar as muralhas de Dom Fernando, sem nunca o conseguir e a sofrer pesadas baixas.

Com Dom João I Lisboa cresce e começa a procurar pelo resto do Mundo. É de Lisboa que em 1415 parte a Armada que vai à conquista de Ceuta. A Lisboa retorna Cristovão Colombo em 1493, vindo de “Cuba” e pensando que tinha chegado ao Japão. Em 1499, Vasco da Gama regressa em glória, tendo aberto o caminho para as riquezas do oriente e tornando Lisboa a capital do mundo no século XVI. De Lisboa emana a vontade e um poder que se estende do Brasil passando por África, pela Índia e chegando a Timor. De Lisboa partem embaixadas com elefantes, rinocerontes e outros animais exóticos para mostrar ao resto da Europa quão longe Lisboa e Portugal tinham chegado.

Lisboa tornou-se grandiosa, embelezada em Igrejas e palácios manuelinos cobertos de azulejos. Mas a 1 de novembro de 1755 um enorme tremor de terra abate-se sobre Lisboa, provocando um grande incêndio. Os Lisboetas fogem para o Tejo em busca de proteção, mas neste dia não houve abrigo: do rio, uma onda gigante abate-se sobre a cidade. A lisboa medieval e renascentista morreu neste dia. Em seu lugar o Marquês de Pombal irá criar a cidade perfeita para o Futuro, com grandes ruas abertas para grandes praças. Nesta altura nasce a actual baixa de Lisboa, assente entre as Praças do Rossio, da Figueira e do Comércio. A colina do Castelo sofre bastante com o terramoto, mas muito sobrevive até aos nossos dias, nomeadamente o típico traçado árabe das ruas bem como vários edifícios de habitação.

Os séculos continuam a passar e Lisboa terá a visita, nada desejada, de Junot e o exército de Napoleão. A derrota de Napoleão começa em Lisboa com a sua libertação às mãos do exército luso-inglês, chefiado pelo Duque de Wellington.

Em 1908 a Praça do Comércio assiste ao régicídio, abrindo a porta à implantação da republica em 1910. O início século XX será marcado por revoluções e a implementação de um regime ditaturial que durará até que uma nova revolução o termine a 25 de Abril de 1974.

Do pequeno castro pré-histórico até aos nossos dias uma parte importante da História da humanidade passou por Lisboa. A colina do Castelo estava lá no início e ainda hoje marca a sua presença com as suas gentes, o seu bairrismo e tradições.

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As festas dos Santos e o Santo António de Lisboa

Genéricamente podemos dizer que em todo o mundo por onde os portugueses andaram celebram-se no mês de junho as Festas dos Santos! Celebra-se, por esta ordem, Santo António, São João Baptista e São Pedro. Estão são uma das tradições mais antigas que existem em Portugal e estão inseridas nas chamadas festas Juninas ou Juaninas pois o Santo mais celebrado é São João Baptista. No caso de São João estamos a falar de uma festa que ocorre por quase toda a Europa pois o dia de São João é o dia que marca o solestício de verão, o dia mais longo do ano. A partir desta data os dias começam a ficar mais pequenos até ao dia de Natal (o Solestício de Inverno) quando os dias começam novamente a crescer.

Em Lisboa celebra-se, entusiasticamente, Santo António! Nascido em Lisboa, cerca de 1190 ou 1195 (não se sabe ao certo pois quando nasceu ninguém sabia que iria ser famoso!) e baptisado de Fernando de Bulhões (outros dizem que seria Fernando Martins), na Sé de Lisboa, mesmo em frente à sua casa. Morre a 13 de junho de 1231 em Pádua.

Para os Portugueses o Santo António é de Lisboa: Os Italianos que nos desculpem, mas o Santo António é nosso!

Foi sempre para Santo António que os lisboetas se voltaram quando precisavam de ajuda: quer para ter bom tempo, proteção ou para encontrar algo perdido. Não esquecendo claro, a sua ajuda às meninas solteiras para encontrarem um marido.

Na noite de Santo António, Lisboa veste-se com altares a Santo António e na Avenida da Liberdade marcham os representantes de cada bairro de Lisboa em competição para ver qual é o melhor.

Na Sé, são celebrados os casamentos de Santo António (As noivas de Santo António).

A título de curiosidade, Santo António pertence ao exército de Portugal, estando alistado no Regimento de Infantaria de Lagos como Major deste as guerras da restauração da independência com Castela: O Major Santo António!

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São Jorge e São Vicente

As colinas do Castelo e da Graça são antigas e apresentam acessos com inclinações bastante acentuadas. A do Castelo é a de acesso mais complicado pois é a mais alta e a que apresenta encostas mais ingremes: ninguém faria um castelo num lugar de acesso fácil! Bem pelo contrário, na altura a ideia era – Quanto mais difícil melhor e se conseguerirem chegar ao Castelo que estejam muito cansados para não conseguir lutar!

Sim, algumas partes têm acessos muito complicados, mas também temos outras com acessos mais fáceis. Como cada um de nós tem características e necessidades diferentes, optámos por informar sobre as acessibilidades para que cada um possa decidir por si próprio onde ir: dar a informação para que o visitante possa decidir por ele próprio!

Hoje em dia, a cidade construida reflete estes principios originais. Ao apresentarmos algumas rotas de exploração, para além do que se pode visitar, levamos em linha de conta:

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Como chegar

Táxi

Lisboa tem vários táxis adaptados para o transporte de passageiros com mobilidade condicionada. Caso esteja numa cadeira de rodas, mas não precise de um carro adaptado, o transporte da cadeira de rodas (na bagageira) é gratuito.

Ao ligar a pedir um Táxi, caso haja necessidade, indicar que o táxi terá que ser adaptado – Na página XX estão os contactos de algumas centrais de táxis.

Aconselhamos uma marcação com 24 horas de antecedência.

Metropolitano

O metropolitano de Lisboa ainda não tem todas as estações adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada. As estações que servem a zona histórica são:

Atenção: existe um desnível de cerca de 10 cm entre a carruagem e o piso da estação. Existe uma distância de cerca de 8 cm entre a carruagem e a estação.

Se está numa cadeira de rodas, aconselhamos que informe na bilheteira, o percurso a realizar e a confirmação de que os elevadores de acesso à superfície na estação final e de transferência de linha estão operacionais.

Autocarro

Os autocarros de Lisboa estão a ser progressivamente adaptados conforme os veículos antigos vão saindo de circulação e novos são adquiridos.

Os autocarros que servem a zona Histórica são:

Eléctrico

O elétrico não está adaptado a passageiros com mobilidade condicionada (cadeira de Rodas).

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