Não posso ser a única… a ter de mudar o discurso comigo mesma.

Vou começar por partilhar que um dos meus grandes desejos é de ser mãe. Isto, porque muitas vezes dou por mim a imaginar o que poderei fazer para criar uma pessoa confiante, segura, que goste de si e se aceite como é. Mas como, se eu própria não sei fazer isso comigo mesma?!

Como é que hei-de conseguir passar uma confiança, uma segurança, aceitação do corpo ou personalidade, se eu própria não sei como é que isso é possível?!

 

Ao que cheguei a uma conclusão: primeiro tenho de mudar o discurso que tenho para mim própria. Transformar as minhas inseguranças em aceitação. Se eu aceito que ninguém é perfeito e que toda a gente merece amor, então eu também mereço.

Se é normal uma pessoa não saber tudo e não ter experiência para um trabalho novo, para o qual se quer candidatar, e isso não diminui o seu valor, então também é normal eu sentir que não tenho experiência para certas posições e isso não implica que eu tenha mais ou menos valor ou não mereça uma oportunidade de aprender e evoluir.

Se ser magro, gordo, alto, baixo, fino ou espalmado não importa e cada um tem é de se sentir bem na sua própria pele, seja ela como for, então eu também me posso sentir bem na minha própria pele. Se é natural toda a gente ter defeitos e isso faz parte de quem somos, também é natural eu ter defeitos e é saudável aceitá-los.

E medos… Quem não os tem? Do mais pequeno animal à maior questão existencial. Eles estão lá em todos nós, sem excepção. E muitos deles paralisantes.

Medo de não ser suficiente. Medo de falhar. Medo de repetir comportamentos tóxicos que tiveram comigo, sem me aperceber. 

Mas se há pessoas que conseguem viver com eles e para além deles, então eu também sou (hei-de ser) capaz.

 

E se há pessoas que conseguem ser melhores do que aquilo que foram para elas, eu também hei-de conseguir!

 

Talvez seja isso. Talvez seja assim tão simples. Mostrar todos os dias que estou a (tentar) fazer melhor, ser melhor. Não só por pela pequena pessoa que aí virá, mas principalmente por mim. Porque se eu não estiver bem comigo mesma, não vou estar bem na vida. Talvez isso seja o suficiente para mostrar como se ser uma pessoa confiante, segura, que goste de si e se aceite como é. Que não é uma capacidade inata e um dado adquirido. É uma coisa em que se trabalha todos os dias e, talvez, começando de pequenino se torne mais fácil… 

 

Esta é daquelas questões à qual não tenho resposta, por muito que gostasse. Mas quando lá chegar partilho o veredito.

Partilhem abaixo as vossas experiências nesta matéria, os vossos medos, os vossos discursos para vocês mesmas(os)… Estou aqui para vos ouvir e aprender.

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