Não posso ser a única… a ter a sensação de que todos os dias “são o primeiro dia do resto da [minha] vida”.

Ora então, todos os dias “são o primeiro dia do resto da [minha] vida”. Como uma simples frase tem tanta força, já viste?!

Na publicação anterior falei desta sensação. Ao escrever isto, percebi que por si só já dava um artigo.

 

Para quem só chegou aqui agora (ao 2º artigo, uau), isto vem a propósito de grande parte da minha vida eu me ter sentido limitada. Limitada, no sentido de não ter espaço. Físico, pessoal, intelectual e tudo o que isso implica, o ter espaço. Não ter direito a ideias, desejos, vontades, ambições, opiniões… Não poder partilhar a minha casa com amigos, não poder fechar a porta do quarto porque era sinal de desrespeito (quando o verdadeiro desrespeito era a própria regra). Não poder ter escolha e poder sob a minha própria vida. E o quão bom foi acordar desta dormência.

Todo um novo mundo com descobertas todos os dias! Descobrir novas relações, novos limites e novas afirmações, novos comportamentos, novas paixões… Uma sensação constante de que todos os dias “são o primeiro dia do resto da [minha] vida”.

Vou-me repetir um bocadinho em relação à última publicação, mas a psicoterapia permitiu-me olhar para dentro e, olhando para dentro, olha-se para fora de forma diferente. Fez-me olhar de outra maneira para tudo o que está à minha volta. Não do ponto de vista de mais ninguém, mas do meu. Não são as coisas que me moldam, as “coisas” (pessoas, situações, o que for) não têm esse poder.

E eu sei, isto é muito bonito na teoria e então de se dizer é lindo, e parecemos puros filósofos, mas dói pôr em prática. Não é fácil. Eu própria ainda estou a descobrir como é que isto tudo funciona e ainda são mais os dias em que deixo que as coisas me controlem do que ao contrário.

Mas o que te posso dizer é que vale a pena! Vale a pena o sangue, o suor, as lágrimas, o tempo e tudo aquilo que nós damos de nós para ter esta sensação. Para sentir que todos os dias são uma nova oportunidade nos conhecermos melhor e de trabalharmos para sermos melhores.

Todos os dias me trazem uma lição nova. Todos os dias eu sinto que descubro alguma coisa nova sobre mim. Todos os dias eu tenho uma oportunidade para ser uma melhor, não para os outros, para mim mesma. E que boa a sensação de ter uma vida inteira para continuar a investir nisso.

Por isso, como não acreditar que todos os dias “são o primeiro dia do resto da [minha] vida”?! Não dá!

 

E os teus dias, o que são para ti?

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