Impacto da obesidade e do emagrecimento na coluna vertebral

Uma boa postura caracteriza-se pela menor sobrecarga sobe as diferentes estruturas corporais, sejam ósseas, musculares ou viscerais. O excesso de peso sendo um dos fatores de risco para o aumento de carga sobre estas estruturas, tem especial impacto no surgimento de lesões.

A distribuição da massa gorda influencia continuamente o alinhamento dos diferentes segmentos corporais, tendo repercussão direta no alinhamento da coluna. As alterações posturais que advêm desta condição e, o seu maior ou menor impacto ao nível da coluna vertebral, depende essencialmente do padrão de distribuição dessa mesma gordura.

O aumento da curvatura lombar pelo aumento do perímetro abdominal leva a que aumente a pressão, na região posterior, ao nível das vertebras lombares, o que propicia o movimento dos discos vertebrais para a frente. Desta alteração de alinhamento surgirá uma “contrarresposta” da coluna dorsal e cervical. A adaptação destes segmentos e das diferentes estruturas que os compõem pode levar a que sejam ultrapassados diferentes limiares de resistência, considerados saudáveis, e entrar-se num padrão de risco elevando a probabilidade de surgir uma lesão.

Não obstando outras compensações que naturalmente surgirão no restante esqueleto apendicular (membros superiores e inferiores), habitualmente, associada à projeção abdominal verifica-se hipotonia dos músculos estabilizadores da coluna. Estes acabam por perder competências proporcionando instabilidade ao nível dos diferentes segmentos vertebrais. Haverá, naturalmente, uma maior sobrecarga de determinadas estruturas/zonas, em detrimento de outras que leva ao surgimento de lesões e, consequentemente, de dor.

Tratando-se a obesidade de um distúrbio nutricional com real impacto no sistema musculoesquelético, o acompanhamento do doente deverá ser sempre multidisciplinar. Ao longo do processo de emagrecimento, a perda da gordura que de certo modo funcionou, por vezes, como apoio para algumas estruturas, deverá ser controlado. Paralelamente a atividade física e a fisioterapia deverão criar alicerces musculares e posturais de forma a evitar o surgimento de complicações que poderão prejudicar o processo de perda de peso.

Read more

A Fisioterapia na prevenção de quedas na terceira idade

O aumento da esperança média de vida e o consequentemente o aumento da população idosa reforça a importância das temáticas relacionadas com o envelhecimento. Visto que se trata de um processo progressivo que propicia a perda gradual de competências a vários níveis, importa destacar o impacto que as alterações físicas têm no dia-a-dia das pessoas.

As alterações de equilíbrio associadas à menor capacidade reativa e à menor robustez muscular podem resultar em quedas. Dependendo da gravidade surge a possibilidade de ocorrência de traumatismos de menor ou maior magnitude, mas por si só, o “evento queda” poderá ser inibidor do movimento permitindo que o medo contribua para a menor atividade.

Nesta faixa etária é frequente as quedas resultarem em fraturas. Este facto torna-se alarmante, ainda mais quando é possível evitar a progressão da perda de competências físicas através de um programa preventivo. A este nível a Fisioterapia, em diferentes vertentes
apresenta um papel primordial. Destaca-se o exercício de baixo impacto que pode ser realizado em solo ou meio aquático.

Independentemente do método escolhido, este trabalho tem como objetivos melhorar a força dos membros inferiores, assim como otimizar o equilíbrio. Um plano de exercícios que englobe mudanças de direção, transferências do peso do corpo em situações do dia-a-dia, como levantar, sentar, subir e descer escadas /passeios, têm de ser individualmente desenvolvido.

Por outro lado, é frequente encontrar-se um incorreto apoio do pé o que propicia um défice de ativação do mesmo. Sendo os pés a base deste equilíbrio interessa que sejam estudados e otimizados através da utilização de palmilhas que permitam uma favorável manutenção da posição de pé, parado ou a realizar marcha.

Este tipo de trabalho deve ser desenvolvido preferencialmente quando ainda não há notórias alterações decorrentes do envelhecimento, mas tem de ser objetivo e contínuo quando existem alterações e quando já se realiza marcha recorrendo a auxiliares como canadianas ou andarilho.

Uma outra condição para a qual se deve estar desperto, relaciona-se diretamente com a envolvente física doméstica que coloca em risco a segurança da pessoa. A este nível a educação do próprio e dos seus familiares, por forma a tornarem o ambiente seguro, é essencial. Este cuidado passa, por exemplo, por fixar ou eliminar todo o tipo de tapeçaria das diferentes divisões da casa e/ou pela escolha de calçado estável.

Read more